{"id":26539,"date":"2021-06-11T00:01:00","date_gmt":"2021-06-10T22:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.siroko.com\/blog\/c\/que-musculos-sao-usados-no-ciclismo\/"},"modified":"2021-09-15T13:19:44","modified_gmt":"2021-09-15T11:19:44","slug":"que-musculos-sao-usados-no-ciclismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.siroko.com\/blog\/c\/pt\/que-musculos-sao-usados-no-ciclismo\/","title":{"rendered":"Que m\u00fasculos s\u00e3o usados no ciclismo?"},"content":{"rendered":"<p><b><\/b><b>Os m\u00fasculos que trabalham mais numa bicicleta est\u00e3o nas tuas pernas, uma vez que tens que as mexer para pedalar. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Mas estes n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos envolvidos, h\u00e1 uma s\u00e9rie de outros m\u00fasculos que t\u00eam um papel importante no ciclismo. O mais importante de todos \u00e9 o gl\u00fateo m\u00e1ximo, mas tamb\u00e9m precisamos de um tronco e de um cora\u00e7\u00e3o fortes &#8211; sem isso, o resto da nossa &#8220;m\u00e1quina muscular\u201d n\u00e3o iria simplesmente funcionar. <\/span><b>Se o nosso cora\u00e7\u00e3o \u00e9 o motor, os pist\u00f5es est\u00e3o nas nossas ancas. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Da cintura para baixo podemos encontrar os m\u00fasculos que usamos enquanto pedalamos. Os principais s\u00e3o os seguintes:\u00a0<\/span><\/p>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Gl\u00fateo M\u00e1ximo, pertencente ao grupo muscular dos gl\u00fateos\u00a0<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Semimembranoso e o b\u00edceps femoral, pertencentes ao grupo dos m\u00fasculos isquiotibiais.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Vasto Medial, Reto Femoral e Vasto Lateral, os tr\u00eas pertencentes aos quadr\u00edceps.\u00a0<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Gastrocn\u00e9mio, usualmente chamado barriga da perna<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00f3leo<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00fasculo tibial anterior<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><b><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.siroko.com\/blog\/c\/app\/uploads\/2021\/07\/Power-Pedal-Muscles-BlogReadywidth500height1020.jpg\" alt=\"\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" title=\"\"><\/b><\/p>\n<p><b>Imagina cada pedalada como um movimento \u00e0 volta de um mostrador de rel\u00f3gio. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">A cada um dos momentos no tempo estamos a usar diferentes m\u00fasculos a intensidades distintas. A for\u00e7a maior \u00e9 exercida entre as 12 e as 6 horas (especialmente at\u00e9 \u00e0s 5 horas) enquanto empurramos o pedal para baixo. Entre as 6 e as 12 horas a for\u00e7a\u00a0 vem da outra perna e a partir da in\u00e9rcia da pedalada. Puxar o pedal para cima n\u00e3o vai melhorar a efici\u00eancia, pelo contr\u00e1rio. Isso apenas faz sentido em algumas situa\u00e7\u00f5es em ciclismo de montanha (subidas \u00edngremes e\/ou com fraca tra\u00e7\u00e3o) e em pistas de ciclismo.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>Gl\u00fateo M\u00e1ximo<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O gl\u00fateo m\u00e1ximo \u00e9 o maior m\u00fasculo localizado nas n\u00e1degas, e tamb\u00e9m o maior em todo o corpo humano. \u00c9 um dos maiores geradores de energia ao pedalar (cerca de 30%). Funciona com a sua capacidade m\u00e1xima enquanto empurramos o pedal para baixo, entre as 12 e as 5 horas. A sua ativa\u00e7\u00e3o e funcionamento corretos n\u00e3o s\u00f3 fornecem energia para a pedalada como tamb\u00e9m proporcionam equil\u00edbrio e estabilidade \u00e0s ancas e joelhos, duas das tr\u00eas articula\u00e7\u00f5es utilizadas para pedalar. Caso as flex\u00f5es, extens\u00f5es, bem como a rota\u00e7\u00e3o interna e externa da anca n\u00e3o sejam feitas da forma correta, vamos ter problemas. E por isso que devemos exercitar os gl\u00fateos no gin\u00e1sio e aprender a pedalar usando o m\u00fasculo de forma a ter mais resist\u00eancia do que se us\u00e1ssemos apenas os quadr\u00edceps.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>Semimembranoso e B\u00edceps Femoral<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estes dois m\u00fasculos, juntamente com o m\u00fasculo semitend\u00edneo, formam o grupo muscular dos isquiotibiais na parte traseira da coxa. No rel\u00f3gio das pedaladas eles trabalham entre a 1:30 e as 6:30. H\u00e1 uma ideia errada de que devido ao facto de eles estarem na parte traseira, eles n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o importantes e muitos ciclistas esquecem-se deles ao fazer exerc\u00edcios de for\u00e7a. Isso \u00e9 um erro. Eles s\u00e3o a chave para dois movimentos que j\u00e1 mencion\u00e1mos atr\u00e1s: a flex\u00e3o do joelho e a extens\u00e3o da anca. Sem o movimentos das articula\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pedalar. A 90 rota\u00e7\u00f5es por minuto (RPM) fletimos o joelho e estendemos a anca 5400 vezes numa hora. N\u00e3o \u00e9 brincadeira. Se pagassem 1 c\u00eantimo por cada uma delas haveria ciclistas com maior cad\u00eancia que o Chris Froome.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>Vasto Medial, Reto Femoral e Vasto Lateral\u00a0<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o tr\u00eas dos quatro m\u00fasculos que constituem o quadr\u00edceps, a outra principal fonte de energia\u00a0 ao pedalar (cerca de 40%). O vasto medial e o vasto lateral acordam \u00e0s 11 horas e trabalham pouco mas intensamente at\u00e9 \u00e0s 4 horas. N\u00e3o \u00e9 que eles sejam pregui\u00e7osos, mas eles deixam grande parte do trabalho para o madrugador reto femoral que come\u00e7a a trabalhar \u00e0s 9 horas e continua a trabalhar arduamente at\u00e9 as 4 horas.\u00a0 A fun\u00e7\u00e3o do quadr\u00edceps n\u00e3o \u00e9 apenas de fornecer energia ao ciclista, mas tamb\u00e9m de proporcionar estabilidade ao joelho e, uma vez que o reto femoral come\u00e7a na bacia, \u00e9 tamb\u00e9m essencial na flex\u00e3o da anca.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma vez que os m\u00fasculos quadr\u00edceps s\u00e3o a imagem de marca de qualquer ciclista, eles s\u00e3o o mais cuidado e o mais trabalhado grupo de m\u00fasculos na bicicleta e no gin\u00e1sio. Sejamos honestos, todos gostamos de empurrar os pedais vigorosamente e ver os m\u00fasculos a trabalhar debaixo dos cal\u00e7\u00f5es com al\u00e7as.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>Gastrocn\u00e9mio<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vulgarmente apelidado de barriga da perna, o gastrocn\u00e9mio \u00e9 outro dos m\u00fasculos que os ciclistas adoram ver tonificado e bem definido. Ele tem duas cabe\u00e7as: medial e lateral. Juntamente com o s\u00f3leo, eles s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de 20% da energia a pedalar, ainda que o tempo e a quantidade de trabalho varie entre eles. Todos eles s\u00e3o ativados entre a 1 e as 2 horas. O s\u00f3leo mant\u00e9m-se ativo at\u00e9 \u00e0s 5 horas, o gastrocn\u00e9mio medial at\u00e9 as 6:30 e o gastrocn\u00e9mio lateral at\u00e9 aproximadamente \u00e0s 9 horas, ainda que com menor intensidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>S\u00f3leo<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O terceiro, com uma cabe\u00e7a invis\u00edvel, comp\u00f5e o tr\u00edceps sural juntamente com os m\u00fasculos da barriga da perna. O seu tecido do tend\u00e3o funde-se com o tecido do gastrocn\u00e9mio e formam o maior tend\u00e3o no corpo humano: o tend\u00e3o de Aquiles. \u00c9 um m\u00fasculo essencial ao andar e ao pedalar, \u00e9 por isso que ocorrem tantas les\u00f5es do s\u00f3leo em atletas. Os ciclistas tamb\u00e9m t\u00eam problemas nesta zona devido \u00e0 altura errada do selim ou travessas para pedais de encaixe mal ajustadas. \u00c9 comum os ciclistas n\u00e3o estenderem o joelho corretamente ao pedalar e\u00a0 descerem o calcanhar excessivamente, \u00e0s vezes abaixo do pedal no ponto mais baixo da pedalada.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>M\u00fasculo Tibial Anterior\u00a0<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por \u00faltimo mas n\u00e3o menos importante, o \u00fanico m\u00fasculo na nossa lista que \u00e9 ativado durante a fase de subida da pedalada. O tibial anterior trabalha imediatamente antes das 9 horas at\u00e9 imediatamente depois das 12 horas. Juntamente com o gastrocn\u00e9mio e o s\u00f3leo (os seus antagonistas), tem uma fun\u00e7\u00e3o importante de manter o equil\u00edbrio no joelho e no tornozelo ao pedalar.\u00a0 Por isso, tal como dissemos acima, o ajuste correto da altura do selim e das travessas para pedais de encaixe \u00e9 essencial.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Estes s\u00e3o os principais m\u00fasculos, mas n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos envolvidos. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Como dissemos no in\u00edcio, ter um tronco bem trabalhado e forte \u00e9 tamb\u00e9m de extrema import\u00e2ncia. Come\u00e7ando pelos m\u00fasculos abdominais e lombares, passando pelo m\u00fasculo eretor da espinha e subindo at\u00e9 aos ombros e bra\u00e7os. Tudo isto \u00e9 necess\u00e1rio para transmitir de forma eficaz a energia at\u00e9 \u00e0s tuas pernas ao pedalar, porque quando empurras os pedais para baixo est\u00e1s a apoiar-te no selim e no guiador.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Quais os m\u00fasculos que trabalham e qu\u00e3o arduamente o fazem, depende da biomec\u00e2nica do pedalar. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Caso estejas interessado em mais informa\u00e7\u00f5es, <\/span><a href=\"https:\/\/citeseerx.ist.psu.edu\/viewdoc\/download?doi=10.1.1.910.7867&amp;rep=rep1&amp;type=pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\"><span style=\"font-weight: 400;\">este estudo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> fornece imensos dados cient\u00edficos. O estudo refere que \u201co n\u00edvel e\/ou o tempo para a ativa\u00e7\u00e3o do m\u00fasculo varia em fun\u00e7\u00e3o de in\u00fameros fatores tais como o energia inicial, a cad\u00eancia, a posi\u00e7\u00e3o do corpo, a liga\u00e7\u00e3o sapato-pedal, o estado de treino e a fadiga\u201d.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.mdpi.com\/2076-3417\/10\/12\/4112\/htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\"><span style=\"font-weight: 400;\">Neste estudo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> encontras informa\u00e7\u00e3o acerca de <\/span><b>como a nossa posi\u00e7\u00e3o na bicicleta afeta o n\u00edvel e\/ou o momento da ativa\u00e7\u00e3o do m\u00fasculo. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Resumindo: As diferen\u00e7as entre pedalar sentado numa zona plana e pedalar sentado numa subida s\u00e3o insignificantes. H\u00e1 diferen\u00e7as not\u00f3rias entre pedalar com uma postura ereta e uma postura arqueada. E h\u00e1 mudan\u00e7as significativas ao pedalar fora do selim numa subida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por fim, permite-nos sublinhar <\/span><b>a import\u00e2ncia de uma posi\u00e7\u00e3o correta na bicicleta<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. N\u00e3o te preocupes muito com isto caso sejas um ciclista ocasional. Investiga apenas um pouco e vais facilmente encontrar tutoriais e aplica\u00e7\u00f5es para te ajudar a ajustar a bicicleta. Mas, <\/span><b>caso sejas um ciclista regular, lembra-te de exercitar o teu tronco em casa ou no gin\u00e1sio e, acima de tudo, de fazer uma avalia\u00e7\u00e3o biomec\u00e2nica <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">de modo a estares o mais confortavelmente poss\u00edvel no selim e para te certificares que o teu pedalar \u00e9 eficiente.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os m\u00fasculos que trabalham mais numa bicicleta est\u00e3o nas tuas pernas, uma vez que tens que as mexer para pedalar. Mas estes n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos envolvidos, h\u00e1 uma s\u00e9rie de outros m\u00fasculos que t\u00eam um papel importante no ciclismo. 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